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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Silampos, S.A.


«Olha a linda Carochinha que casou com o João Ratão. Diz a história tão velhinha que caiu no caldeirão. Se fosse hoje tudo mudava nas cidades ou nos campos. João Ratão já não se queimava pois já tinha uma Silampos.», dizia o anúncio das primeiras panelas de pressão que chegaram às casas portuguesas nos anos 60, no tempo em que toda a menina que se casava levava no enxoval um serviço da marca portuguesa.

Passou a época dos enxovais, manteve-se a Silampos. A 5 de Julho fez 61 anos. Hoje, quando se fala da marca de aço, sediada em Cesar, Oliveira de Azeméis, também se fala de mobiliário urbano e de jardim. A companhia mantém-se na mesma família. Aníbal Campos herdou-a do pai, os dois filhos também já trabalham com ele (o filho no planeamento de produção, a filha no marketing).

Líderes no mercado internacional, exportam cerca de 35% da produção para Espanha, Norte de África e Inglaterra, um dos mercados preferenciais. É lá que a Silampos tem outra empresa, a Horwood, dedicada a tudo o que diz respeito à casa (e para a qual a fábrica produz a marca Stellar). E, se em Portugal facturam 13 milhões de euros, em terras de Sua Majestade os números quase duplicam: 25 milhões de volume de negócios.

É na inovação que a Silampos procura fazer a diferença. «Tentamos lançar dois, três modelos por ano e desenvolvemos complementos», explica Aníbal Campos. Desde os anos 1980 que trabalham em colaboração com um gabinete de design. Inicialmente por força da estratégia de internacionalização da marca. Se o anúncio da Carochinha e do João Ratão foi o primeiro em animação da televisão portuguesa, na Dinamarca, primeiro país para onde a Silampos exportou, misturar ratos e comida não cativava audiências. «Só havia uma solução: mudar de imagem», diz Aníbal Campos. Pelo caminho, «desenvolveram produto».

E na companhia afinaram estratégias. A primeira foi segmentar o mercado e trabalhar o marketing de forma diferenciada, como frisa Filipa Campos, à frente deste departamento. Por outro lado, e à semelhança do que fizeram empresas como a cutelaria Herdmar (com quem têm estabelecido parcerias), apostar nos produtos diferenciados. Por exemplo, as minicataplanas, pedidas por alguns restaurantes para servirem doses individuais, ou os woks orientais. Outro exemplo é a estreita colaboração com o chef Vítor Sobral.

Entretanto, mantêm a estratégia de avançar para o mercado externo, acrescentando os países árabes (Irão, Arábia Saudita e Dubai) às apostas, assim como África do Sul, Rússia, Angola e China.

Referência: Artigo 1000 Motivos do nosso Orgulho publicado na 1000ª edição da revista Notícias Magazine


Onde comprar: Lojas de artigos de cozinha por todo o país
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Grestel - Produtos Cerâmicos SA


Em catorze anos, a Grestel passou de 12 empregados para os actuais 240. Mudou as instalações da sua fábrica, em Vagos (distrito de Aveiro), para um espaço maior e fez uma viragem arriscada na sua estratégia: em lugar de vender os seus produtos para marcas internacionais, como Ralph Lauren ou os armazéns norte-americanos Williams-Sonoma e Crate & Barrel, decidiu ter a sua marca própria, Costa Nova (representada pelos típicos palheiros às riscas da zona da Costa Nova). A especialidade da casa é a loiça de grés, material inesperado mas mais resistente do que as clássicas faiança e porcelana.

A história começa em 1998 com dois engenheiros formados na Universidade de Aveiro, Miguel Casal e Rui Batel, administradores da empresa. A mais-valia é o uso de um material cuja porosidade é quase nula. Ou, trocado por miúdos, um material que aguenta líquidos e calor. Começaram por fazer peças de forno, alargaram a oferta aos serviços de mesa. Mais uma vantagem deste material, segundo quem vende: "É resistente no uso diário, quer em termos domésticos quer de hotelaria". E, acrescenta, o grés fino (que, em inglês, se chama fine store ware) "não se faz em todo o mundo". Mas faz-se aqui. E aqui a crise não chegou.

Já está em trinta territórios (Taiwan, Japão, Coreia do Sul, Rússia, Ucrânia, Croácia, Lituânia, Cazaquistão...). Um dos melhores mercados de exportação são os Estados Unidos. Operam na gama alta, em lojas seleccionadas, hotéis de charme e restaurantes de bom nível. Um prato de jantar custa entre três e quatro euros. "O chavão de dez por cento de inspiração e noventa por cento de transpiração aplica-se", garante o director comercial Carlos Ruão. Mas, a verdade é que a inspiração também conta. O êxito, numa área como esta, tem muito que ver com o design das peças. "Acompanhamos as tendências internacionais." As fontes de inspiração são variadas. Um modelo, por exemplo, foi inspirado no desenho de um prato do século XVII ou XVIII que está no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa. Uma das apostas tem sido a aparência meio tosca de algumas colecções. A provar o sucesso o facto de terem aparecido no número especial de casamento da revista da decoradora norte-americana Martha Stewart.

Na fábrica, com 22 mil metros quadrados de área coberta, produzem-se cerca de 15 mil peças por dia. Esqueça-se o aspecto escuro e sujo. Há muita luz natural e, cerca das 17h00, os funcionários terminam a jornada de vassoura em punho a limpar os postos de trabalho. No laboratório, convivem tradicionais máquinas de lavar loiça, lava-loiças, fornos, balanças de precisão e corantes de todo o tipo - para testar em várias situações.

O prato é a peça mais produzida na Grestel. Cada um anda cerca de quatro quilómetros em passadeiras, desde que o grés entra na máquina de moldar, passa pelos acabamentos e sai do forno. Nem tudo é feito pelas máquinas. Rápidas e certeiras, várias trabalhadoras põem asas em chávenas. Parece simples mas não é. Qualidade é exigência da marca e a sua condição de sobrevivência.

Referência: Artigo 1000 Motivos do nosso Orgulho publicado na 1000ª edição da revista Notícias Magazine


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